Estamos finalmente em novembro e no tão esperado dia de voltar a correr o Ecologic. Confesso que com a chuva toda que havia caído na noite anterior à prova pensei que o tempo, uma vez mais, não iria colaborar, mas os deuses do tempo desta vez estavam mais bem-dispostos e deixaram o pessoal fazer a prova com tempo ameno para apreciarem as paisagens magníficas da costa norte.
Eram 10 horas da manhã quando eu e a minha irmã chegamos à Câmara Municipal da Ribeira Grande para apanharmos o transfere para as Caldeiras, uma vez que era neste local o ponto de partida (nesta zona há umas termas que são muito procuradas por residentes e turistas. O edifício que explora as águas quentes destas termas a sua construção remonta ao século XIX).

Fazem a contagem decrescente, dão o sinal de partida e apesar do atraso todos os participantes saem entusiasmados para cumprirem o trajeto uns a correr e outros a caminhar, mas todos com o mesmo objetivo acabar a prova. Seguimos ao nosso ritmo subindo uma rua estreita que leva à conduta (tubo verde), chegadas à conduta passamos por baixo dela para daqui seguirmos para a zona da captação de água, mas antes de lá chegarmos apanhamos um engarrafamento, já que aqui o caminho era muito estreito e estava escorregadio devido à chuva que se havia feito sentir na noite antes. Os participantes iam descendo de forma cuidadosa este local e com isto lá se perdeu algum tempo, mas em primeiro lugar está sempre a integridade física dos participantes. Já na ponte que levava ao pasto onde começa a captação das águas da ribeira da Ribeira Grande o caminho alargou e aqui cada um começou a descer ao seu ritmo para a cascata do Salto do Cabrito. Esta cascata e para quem venha com mais tempo merece uma visita pelo que aconselho a fazerem o trilho oficial e a visitar esta majestosa cascata de 40 metros de altura. O caminho até chegar à cascata era maioritariamente de terra batida, mas aqui e acolá havia torços de cimento. A acompanhar a descida muitas conteiras, fetos, acácias, entre outra vegetação e quando a vegetação permitia via-se ao longe partes da costa norte. Chegamos de forma tranquila ao Salto do Cabrito e aqui esperava-nos a pior parte da prova a subida das muitas escadas que passam atrás da Central Hídrica do Salto do Cabrito e que sobem até um passadiço de ferro que nos leva até à Central Hídrica da Fajã Redonda, na atualidade esta central está desativada. No início do passadiço é possível ver o Salto do Cabrito de cima. Passando a central, o caminho volta a ser de terra batida e novamente a subir até se chegar a um portão, onde viramos à esquerda entrado num caminho de terra que é ladeado por muitos pastos, alguns protegidos por abrigos de canas, num destes pastos vimos uma parada de gado, mais à frente chegamos ao Caminho da Tondela onde atravessamos a Via Rápida numa ponte, mais abaixo viramos à esquerda para entrar novamente numa zona de pastos que nos levou a acompanhar a ribeira. Mais à frente entramos no Caminho da Mãe D’Água, para mais adiante viramos à esquerda, onde atravessarmos a ribeira, uma primeira vez, numa ponte que nos levou a acompanhar, momentaneamente, uma levada. Um pouco depois tornamos a atravessar a ribeira, mas desta vez não houve ponte foi mesmo para molhar os pés e soube tão bem aquela água fresquinha nos membros inferiores. Após atravessarmos a ribeira entramos na Área de Lazer do Aqueduto das Freiras, onde passamos por baixo dum dos arcos que formam o Aqueduto das freiras que também é conhecido por Muro de Água das Freiras. Este aqueduto tem grande importância histórica para a outrora Vila da Ribeira Grande já que pertencia à rede de abastecimento de águas, fornecia o antigo convento, assim como, o Poço do Homem e o Poço da Mãe.

Chegadas ao fim da zona de lazer saímos próximo dos arredores da cidade, entrando na Travessa da Rua de Trás-Mosteiros virando para a Rua de Trás-Mosteiros, passando pelo Largo das Freiras, para depois viramos à esquerda para a Rua da Ponte Nova. De seguida, viramos para a Rua da Ribeira, na qual atravessamos uma ponte e chegamos à Rua Dr. José Tavares Frazão Júnior, cruzamos a Rua de Nossa Senhora da Conceição e, por fim, chegamos ao Largo 5 de outubro, onde a festa imperava para nos receber, assim como, a todos os restantes participantes de todos os percursos. A minha irmã é que nunca para de surpreender-me pela positiva, a sua força de vontade e resiliência são contagiantes.
Para finalizar quero deixar uma palavra de apreço e agradecimento à organização e a todos os que de alguma forma contribuíram para o sucesso desta edição do Ecoligic Trail Run e felicitar todos os que participaram. Um bem-haja e boas caminhadas
Galeria das fotografias legendadas: Aqui